TETINE

Monday, 15 February 2021

" Duo Tetine recupera disco inédito do underground brasileiro" por Marcia Bechara

 




Por:Márcia Bechara



Ao longo dos últimos 25 anos, o duo eletrônico brasileiro Tetine, formado por Eliete Mejorado e Bruno Verner, vem atravessando as fronteiras entre os universos da música, da performance, da videoarte e do texto, em criações que contam com parceiros tão plurais quanto a artista francesa Sophie Calle ou a MC brasileira Deize Tigrona. Em 2021, o Tetine lança pelo selo Slum Dunk uma pérola que reverbera sua raiz no prolífico pós-punk brasileiro. O álbum “Konkret Dance” traz inéditas do grupo R.Mutt, banda belo-horizontina que é um dos marcos da cena do rock underground no Brasil.

Um "universo sônico particular", ao mesmo tempo, melódico, austero, expressionista, lírico-dada surrealista, melancólico e percussivo: o duo eletrônico Tetine, radicado em Londres há 20 anos, lança pelo selo Slum Dunk Music o "Konkret Dance 1986-89", um álbum do quarteto pós-punk/eletrônico R. Mutt formado em Belo Horizonte em 1986. O disco está disponível desde o fim de dezembro de 2020 nas principais plataformas de música, e sai agora em vinil para o público brasileiro.

“Nossas referências na época do R.Mutt eram o Kraftwerk, talvez a maior influência da banda, mas também o pós-punk inglês da época, coisas como o Cabaret Voltaire, New Order, Joy Division, The Wake. O R.Mutt tinha essa sensibilidade avant-garde, que acreditava tanto na mistura do Kraftwerk com em coisas da música contemporânea, como Schöneberg, quanto em artistas como Laurie Anderson, Meredith Monk e Philip Glass”, conta Bruno Verner, que atualmente prepara um doutorado sobre o pós-punk na Universidade de Goldsmiths, em Londres.

O nome da banda, R.Mutt, faz referência ao pseudônimo de Marcel Duchamp: “Era esse o diálogo que a gente tinha na época, que se estende à geração pós-tropicalista, de artistas como Arrigo Barnabé, uma grande influência para mim, Itamar [Assumpção], o [grupo] Rumo. Tudo isso fazia parte do nosso imaginário e acho que era alimento para a banda”, diz Verner

O disco "Konkret Dance" traz 15 canções gravadas entre 1986 e 1989 período em que o banda se manteve ativa, revelando (e recuperando) o que seria seu primeiro disco, "a partir de gravações compiladas de suas duas únicas fitas cassete, respectivamente intituladas R. Mutt 1 e 2, além de registros de shows e ensaios". 

Fazendo uso de sintetizadores analógicos, drum-machines e samplers para a criação de paisagens sonoras distópicas e glaciais, revisitadas por uma instrumentação eletroacústica, o R. Mutt produziu um universo sônico particular. “O mais importante nesta pesquisa é a produção de um tipo de sensibilidade sônica, ao mesmo tempo comum e distinta de várias cenas do pós-punk brasileiro. É isso que me interessa, é um modo de operar sonicamente sobre o mundo, utopicamente, de criar, de inventar futuros”, diz.

“Acho que é o momento desse disco. Esse álbum do R.Mutt foi um desses futuros apagados, extinguidos. Fiz uma seleção de musicas dos dois únicos tapes existentes de shows da época no Madame Satã, em São Paulo, e no projeto Rock Líquido, um show coletivo que aconteceu na PUC em 1988”, conta Verner.

Faziam parte da mesma cena pós punk belo-horizontina grupos como Divergência Socialista, Sexo Explícito, O Ultimo Número, Ida & Os Voltas, Hosana Nas Alturas, Xiitas, Alma Ciborg, Os Contras, Sylvia Klein, Crime-Ópera entre outros. A R.Mutt percorreu todo o circuito underground local do período, se apresentando em bares, clubes, cineclubes, universidades, cinemas e auditórios da cidade, tendo realizado shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Juiz de Fora, em importante espaços, instituições e clubes da época como Madame Satã, Espaço Retrô, Sesc Pompéia, Teatro Cenário, Complexo B, Crepúsculo dos Deuses e a PUC.

A banda R.Mutt ao vivo em show na famosa casa Madame Satã, em São Paulo, em 1987.












Labels: , , , , , , , , , , ,

Monday, 7 December 2020

R. Mutt - Konkret Dance 1986-89


 


R. Mutt - Konkret Dance 1986-89

 
Konkret Dance 1986-89 é um álbum do quarteto pós-punk/eletrônico R. Mutt formado em Belo Horizonte em 1986. O disco traz 15 canções gravadas entre 1986 e 1989 período em que o banda se manteve ativa, revelando (e recuperando) o que seria seu primeiro disco, a partir de gravações compiladas de suas duas únicas fitas cassete, respectivamente intituladas R. Mutt 1 e 2, além de registros de shows e ensaios.


R. Mutt foi um grupo experimental formado por Bruno Verner do Tetine nos vocais, guitarra, teclados, programação e samples (também integrante dos grupos Divergência Socialista, Ida & os Voltas, O Grito Mudo na mesma época), Karla Xavier, (AKT e The Gilbertos) nos vocais, teclados e percussão, Bernardo Rennó na bateria, teclados e eletrônicos (Ida & Os Voltas, O Grito Mudo), Marcos Barreto Bashô no baixo (Cuevos) e Frederico Pessoa, baixista na primeira formação da banda.


Fazendo uso de sintetizadores analógicos, drum-machines e samplers baratos para a criação de paisagens sonoras distópicas e glaciais; e com instrumentação tanto eletrônica quanto acústica (percussão em metal, baixo, guitarras e bateria); o R. Mutt produziu um universo sônico particular ao mesmo tempo, melódico, austero, expressionista, lírico-dada surrealista, melancólico e percussivo; combinando vocais femininos e masculinos (falados-cantados), introspecção folk, eletrônica kraftwerkiana de baixa fidelidade, goth, punk e dub com influência das vanguardas modernistas do começo do século 20.

 

Parte da mesma cena pós punk belo-horizontina de grupos como Divergência Socialista, Sexo Explícito, O Ultimo Número, Ida & Os Voltas, Hosana Nas Alturas, Xiitas, Alma Ciborg, Os Contras, Sylvia Klein, Crime-Ópera entre muitos outros, R.Mutt percorreu todo o circuito underground local do período, se apresentando em bares, clubes, cineclubes, universidades, cinemas e auditórios da cidade, tendo realizado shows em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Juiz de Fora em importante espaços, instituições e clubes do underground da época como Madame Satã, Espaço Retrô, Sesc Pompéia, Teatro Cenário, Complexo B, Crepúsculo dos Deuses, DCE da UFMG, ICBEU, PUC, entre muitos outros.


Konkret Dance 1986-89 traz uma coleção de momentos distintos da banda, incluindo desde os seus experimentos eletrônicos até o seu lado mais folk e acústico, revelando ao ouvinte um repertório obscuro do pós-punk brasileiro (incomum e diverso), composto tanto por paisagens dub-industriais atmosféricas e improvisadas, quanto por synthpop cósmicos e outras experimentações pós-tropicalistas. Além das gravações em estúdio, o álbum inclui ainda registros inéditos ao vivo do grupo no lendário clube paulistano Madame Satã - como o registro da canção eletrônica expressionista ‘Dunkles Lied’, cantada em Alemão), além de faixas inéditas gravadas no projeto Rock Líquido na PUC em 1987 em Belo Horizonte.

  
O grupo se desfez em 1989 com Bruno Verner formando Um ou Não & Tetine com Eliete Mejorado no início da década de 1990 em São Paulo, e a vocalista e tecladista Karla Xavier, formando o grupo feminino pós-punk AKT com Sandra Coutinho (Mercenárias), Biba Meira (Defalla) e Dequinha (Bruhaha Babélico), e em seguida, The Gilbertos com seu marido Thomas Pappon no início dos anos 1990.


Produzido e recuperado por Bruno Verner em Mi Casa Es Su Casa.

Arte: Eliete Mejorado – a partir de um poster original da banda de 1987.

 

* In memoriam de Karla Xavier, que morreu tragicamente em um acidente de bicicleta em Londres durante a concepção deste disco. 





Labels: , , , , , , , , , , , ,

Friday, 14 August 2020

THE ETHER - Prelude No. 1 by Tetine & Yoko Afi - a film-performance conceived for the Pink Umbrellas Art Residency / Aug 2020



TETINE & YOKO AFI

THE ETHER – Prelude No.1 THE ETHER is a reflective sonic-aphasic (dis)rhythmic meditation in the form of a prelude (for cello, dance, waste, air, wind, body and breathing). The piece comprises of 7 distinct yet complementary slow movements that explore the atmospherics and metaphysics of untamed syntaxes of time, space, voice, rhythm and breathing. The prelude speaks of stillness, becomings, luminosities, value, respiration, and body fluids, as it investigates the ghostly presences/absences manifested in the landscape through sound, dance, gesture and silence - whilst responding to the secret ontologies of inanimate objects, architectures, the politics of dreams as well as, the echoes and ethics of the modes of operating things. Conceived as an ode to the poetics of slowness, suspension, divinity, unfitness and wait, The Ether echoes the uncapturable, and echoes Tetine's recurrent and unconditional love for Beckett’s philosophical theatrics of existence, un-communicability and non-performance.

Bruno Verner, August 2020 The Ether – Prelude No. 1 (in 7 movements) 1. Prologue 2. Aphasia, waste and pine 3. The Air is The Same 4. Disritimia (Un) clock 5. My boots don’t fit, my feet hurt 6. San Sebastian Doll 7. They Call Us for An Encore Original music: Yoko Afi and Tetine Cello, trumpet, voice: Yoko Afi Piano, voice, dance: Bruno Verner Electronics, sampling, editing and fx: Eliete Mejorado TETINE are ELIETE MEJORADO and BRUNO VERNER. BRUNO VERNER is a Brazilian, London-based composer, artist and poet. With ELIETE MEJORADO, he formed TETINE - a hybrid tropical-mutant-punk-funk organism born in São Paulo in 1995. Since then both artists have created a multitude of performance, sound and art-related works from the spoken word to electronica, including ritualistic performances, installations, radio, film & video and independent curatorial projects. http://www.tetine.net/ YOKO AFI is a young cellist and composer based in London. She has recently been awarded the Joan Scrutton’s Awards for Young Musicians in the UK to study at the prestigious Guildhall Junior School of Music and Drama. Yoko has written and performed the original music for The Ether - Prelude No.1. INTERNATIONAL ONLINE ARTISTIC OCCUPATION Artistic occupation that will show every Monday, at 5 pm GTM-3, the experience of artists from different areas and different places, which they gather to create from a distance and immerse themselves in an experience of language displaced from each artist's "common place", in addition to thinking the Internet itself as a creative and amplified possibility.


[PT] O ÉTER - Preludio No.1 O ÉTER é uma meditação sônica-afásica reflexiva (des) rítmica na forma de um prelúdio (para violoncelo, dança, resíduos, ar, vento, corpo e respiração). A peça é composta por 7 movimentos lentos, distintos, mas complementares, que exploram a atmosfera e a metafísica de sintaxes indomadas de tempo, espaço, voz, ritmo e respiração. O prelúdio fala de quietude, devires, luminosidades, valor, respiração e fluídos corporais, pois investiga as presenças / ausências fantasmagóricas que se manifestam na paisagem através da som, dança, gesto e silêncio - enquanto responde às ontologias secretas de objetos inanimados, arquiteturas, a política dos sonhos, bem como os ecos e a ética dos modus operandis das coisas. Concebido como uma ode à poética da lentidão, suspensão, divindade, incapacidade e espera, O Éter ecoa o incapturável e ecoa o amor recorrente e incondicional de Tetine pelo teatro filosófico existencial de Beckett, incomunicabilidade e não performance. TETINE é ELIETE MEJORADO e BRUNO VERNER. BRUNO VERNER é um compositor, artista e poeta brasileiro radicado em Londres. Com ELIETE MEJORADO, formou o TETINE - um organismo híbrido tropical-mutante-punk-funk nascido em São Paulo em 1995. Desde então, os dois artistas criaram uma infinidade de trabalhos performáticos, sonoros e artísticos, da palavra falada à eletrônica, incluindo performances ritualísticas, instalações, rádio, filme e vídeo e projetos curatoriais independentes. YOKO AFI é uma jovem violoncelista e compositora radicada em Londres. Recentemente, ela recebeu o Prêmio Joan Scrutton para Jovens Músicos no Reino Unido para estudar na prestigiosa Guildhall Junior School of Music and Drama. Yoko escreveu e executou a música original para O Éter - Prelúdio No.1.












Watch it here:

Labels: , , , , , , , , , , , , ,

Sunday, 19 April 2020

Cabaré Mineiro (1985 - 1992)



De repente me deparo com essa foto da entrada do Cabaré Mineiro - casa noturna de shows inaugurada em 1985 em Belo Horizonte.

Por lá passaram também (principalmente entre 86 e 88 )  bandas do post punk belo horizontino  ... insistindo na contramão dos nomes maiores. Que eu me lembre agora, tocaram por lá Divergência Socialista, R.Mutt, Sexo Explicito, O Ultimo Número, Alma Ciborg, Sylvia Klein, Virna Lisi .... (estes quase sempre com shows no meio da semana ... quando aconteciam os shows mais estranhos e legais). De fora da cidade, também tocaram por lá Picassos Falsos, Claudia Wonder Sergio Sampaio, Ná Ozzetti, Arrigo Barnabé, Rumo, Itamar Assumpção, Eliete Negreiros, Olivia Byinton, Cassia Eller, Ed Motta, Marisa Monte ...

Labels: , , , , ,

Friday, 7 February 2020

Bruno Verner - interview for the fanzine Última Quimera

Entrevista para Sad Fayence - editor do fanzine Última Quimera. Publicada in December 2019.






Labels: , , , , , , , , , , ,

Divergência Socialista no fanzine Última Quimera (Dez 2019)

Divergência Socialista no excelente Última Quimera, fanzine dedicado ao post punk & goth editado por Freon [Sad Fayence]. (edição 5, Dezembro 2019).
Leia, veja, sinta.

Ergo em Silêncio a Cidade Submersa / Papéis sobre a mesa a cidade submersa

Aqui Aqui / Aqui Aqui/ Aqui Aqui/ Aqui Aqui
Nada Ninguém / Quase Porem / Antes Além / Fome Sem
Aqui Nada / Aqui Ninguém / Aqui Quase / Aqui Porém
Aqui Antes / Aqui Além / Aqui Fome / Aqui Sem
[On the radio]
Ergo em silêncio a cidade submersa / papéis sobre a mesa / A cidade submersa
[On the radio]
Pela cara ninguém sabe quem é o marginal / o ódio da gente nao sai no jornal.
[On the radio]
A minha, a minha vida é essa, subir Bahia, descer Floresta.
A minha, a minha vida é essa, descer Bahia,subir Floresta.
[I am / I am I / am your Auto / Your Automatic Lover]
[I am your automatic lover, apareça Erik Satie]
Da Da Da Da Da Da Da Da Da Da Da Da Da Da

Aqui & Aqui / Thomas Morus Dub - original taken from the cassette Lilith Lunaire.






Labels: , , , , , , , , , , , , , ,

Tuesday, 21 August 2018

Entrevistado por Walter Sebastiao sobre o COMA





Outros territórios

Conexões exploratórias em música & performance híbrida (Coma). Bruno Verner entrevistado por Walter Sebastiao sobre o COMA 

 por Walter Sebastião 27/10/2011 10:54   

Três dias para conhecer e experimentar criações que escapam de rótulos. Reunido para compor painel de arte intermídia – nascida do cruzamento de música, artes visuais, cênicas e audiovisual –, o projeto surgiu nos circuitos alternativos e vem influenciando o mainstream. Assim será a edição de estreia do Conexões exploratórias em música & performance híbrida (Coma), em cartaz de hoje a sábado, no Espaço Cento e Quatro.


“Queremos o público debatendo o que estamos fazendo”, avisa Bruno Verner, um dos curadores do Coma. Ele e Eliete Mejorado formam o duo Tetine, projeto elogiado da cena underground. Bruno explica que se trata de programação sólida e extensa com poéticas muito pessoais, marcadas pelo hibridismo.
“Todos desregulam os territórios em que atuam. São mais que apenas grupos de música ou performance”, observa. Procedimento muito comum, além do trabalho com som, corpo e visual, é o uso da própria imagem. Está em cena uma arte estranha e sensorial, feita por pessoas que têm experiência de maior ou menor percurso (traduzida em shows, livros e discos, por exemplo), construída fora dos esquemas tradicionais.
Continua depois da publicidade

Grupos de vanguarda? “De alguma maneira, sim”, responde Bruno Verner. “Os trabalhos são herdeiros de movimentos como dadaísmo, surrealismo e arte conceitual. Carregam um pouco dessa vibração da vanguarda”, admite. Mas o músico prefere promover o diálogo dos grupos “com coisas interessantes do início dos anos 1980, quando zero de dinheiro acabava gerando trabalhos muito interessantes e singulares”. Verner lembra: naquela época, a indústria cultural ainda não havia acuado undergrounds e alternativos.

O projeto Coma ressalta investigações estéticas praticadas internacionalmente, sempre à margem. “Quando se segue o caminho que escapa a rótulos fáceis, o prazer é poder fazer o que se quer, sem amarras da indústria e da censura. Isso tira os cacoetes, traz espontaneidade para a criação”, afirma Bruno Verner. A dificuldade é encontrar espaço para exibir o realizado. “Como você não se enquadra, muita gente vira a cara. Mas tudo é um modo de operar. O essencial é ter personalidade, acreditar no que você está fazendo. E sem medo de levar um não – aliás, o que mais se ouve”, recomenda Verner. 

O festival surgiu da sensação de deslocamento em relação às cenas artísticas experimentadas por Bruno e Eliete com o Tetine. Assim surgiu a ideia de um evento que reunisse todos os “estrangeiros” em relação a conceitos e categorias já estabelecidos. A primeira tentativa nesse sentido foi o projeto Babel, realizado em São Paulo, que reuniu de drag queens ao bailarino japonês Kazuo Ono.
Oficinas

Hoje, no Espaço Cento e Quatro, serão promovidas oficinas gratuitas. Às 10h, com a theremista, cantora e instrumentista austríaca Dorit Chrysler, radicada nos Estados Unidos. Às 14h, Joana Seguro, produtora portuguesa e curadora de música eletrônica e novas tecnologias, faz palestra. Às 15h, o público poderá conhecer o trabalho do DJ e músico Paul B. Davis, norte-americano que trabalha em Londres e é professor no Departamento de Artes Plásticas do Goldsmith College. Sábado, às 15h, Andrew Horn, diretor do filme The Nomi song, participa de sessão comentada do documentário sobre o artista Klaus Nomi.


De Sampa a Londres

A atriz paulista Eliete Mejorado e o músico belo-horizontino Bruno Verner, curadores do Coma, integram o Tetine, respeitado duo experimental. Radicados em Londres, gravaram 11 discos. A dupla se conheceu durante trabalho com o grupo Oficina, em São Paulo. Uma cena de improvisação aproximou os dois, que, intrigados com o bom resultado, resolveram estender a pesquisa.
Em 1995, surgiu a pequena apresentação daquilo que o duo chamava de música eletrônica sensorial e corporal. No fim de 1999, os dois ganharam bolsa para residência em Londres para desenvolver essa proposta. Mudaram-se para lá.

Tetine começou circulando por galerias de arte e museus graças à trilha para um filme da artista plástica Sophie Calle. “Descobrimos ali uma cena que nos permitia veicular o que fazíamos”, recorda Bruno.

Além de seus 11 discos, o duo produziu a primeira coletânea do funk carioca que chegou à Inglaterra. Outra coletânea reúne “um apanhado de coisas estranhas do Brasil da década de 1980”, informa Bruno. A nova atividade da dupla é a performance com a atriz Helena Ignez, em São Paulo, para recriar a trilha sonora do filme O bandido da luz vermelha, de Rogério Sganzerla, clássico do cinema underground brasileiro.

COMAEspaço Cento e Quatro, Praça Ruy Barbosa, 104, Centro.

. Hoje, às 21h – Planningtorock, projeto da alemã Janine Rostron, musicista, performer, programadora e videoartista, um dos nomes da chamada “nova música eletrônica de invenção”.
. Amanhã, às 21h – Dorit Chrysler e Carla Bozulich.
. Sábado, às 21h – Zilche e Tetine. A partir das 23h, Coma Club, com Paul B. Davis, Frederico Pessoa, Astronauta Pinguin, Karine Alexandrino e Bruno Verner.
Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Informações: www.comanet.br ou (31) 8219-9739.

















https://www.uai.com.br/app/noticia/e-mais/2011/10/27/noticia-e-mais,114474/outros-territorios.shtml

Labels: , , , , , , , , , , , , ,

Tuesday, 9 January 2018

COLT 45 - Underground Post Punk, Tropical Tapes, Lo-Fi Electronics and Other Sounds from Brazil (1983-1993) [selected by Tetine]



COLT 45 - Underground Post Punk, Tropical Tapes, Lo-Fi Electronics and Other Sounds from Brazil (1983-1993) [selected by Tetine]

COLT 45 - Underground Post Punk, Tropical Tapes, Lo-Fi Electronics and Other Sounds from Brazil (1983-1993) is a new compilation of unorthodox Brazilian post punk underground sounds, featuring original music produced between 1983 and 1993 by iconic and obscure bands such as Divergência Socialista, R. Mutt, Saara Saara, Vyzadoc Moe, City Limits, Individual Industry, Harry, Ida & Os Voltas and O Grito Mudo.
Born out of the Slum Dunk radio sessions – hosted by Bruno Verner & Eliete Mejorado of Tetine, aired on Resonance Fm 104.4 in London from 2002 to 2008 and their chapter '40 Degrees in Black' for the book 'Post Punk Then And Now' edited by the late influential music writer and cultural theorist Mark Fisher with Gavin Butt and Kodwo Eshun (Repeater 2016) - COLT 45 - Underground Post Punk, Tropical Tapes, Lo-Fi Electronics and Other Sounds from Brazil (1983-1993) gives continuity to previous efforts to document the lost history of Brazilian post-punk and electronic music from compilations such as The Sexual Life of The Savages, Underground Post Punk from São Paulo (Soul Jazz Records 2005) and Slum Dunk Presents Uncorrupted Tropical Wave1984-2011 (Slum Dunk Music 2011) both records compiled by Tetine.
This album explores an experimental post-tropicalist sensibility emerged in the early 80's with the arrival of independent art scenes in key Brazilian cities. Including 18 rare cuts taken from self-released cassette tapes, hard-to-find & out of print LPs, as well as unpublished archival material, COLT 45 features a collection of moody post punk, samba-noise, early synth-pop, dark disco-not-disco, new wave, tropical industrialism, electro-cabaret, cold wave and marginal poetry.
Developed around explosive countercultural DIY scenarios in cities such as Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Niteroi, Santos and Sorocaba, these sounds (and artists) inhabited local clubs, bars, record shops, small arthouse cinemas, second hand bookshops, thrift stores, artist spaces, alternative theatres, universities and student unions in their respective cities. These scenes created specific and autonomous spaces of possibility and experimentation and were, above all, fostered by a singular collision of sources and ideas from poetry, pop, visual arts, politics, performance-art, cabaret, feminism and the avant-garde, including the new possibilities of electronic music and dance culture.
Inspired by DIY ethics & energies emerged in the years of Brazil's political transition, following the country's period of 're-democratization' in 1985 after a twenty-one-year repressive military dictatorship, the artists in this compilation were in search of new modes of 'futurism' with a genuine and 'un-academic' interest in experimentation. Intersecting music, marginal poetry, art & politics, they've all incorporated and subverted ideas from modernist literature, DADA, critical theory, cinema and performance art by creating singular and discordant sonic universes we tried to recover in Colt 45. The result is an unusual output that troubled the centrality of today's canonical discourses of Tropicalism and the most traditional strands of the MPB (Brazilian popular music) of the time. In other words, a constellation of new voices that were at once political inventive, lyrical, naïve, dissent, surreal, camp, goth, minimalistic, electronic and tropical.
'There's no death', 'I build in silence a submerged city'… or 'The grenade is cheap in the parallel market / Did you understand the trap? / Beirut is nightmare / A laser gun, a colt 45 or X the best / Calling Mr x / 666 Jontex for Sex.
Check it out!
Bruno Verner, Oct London, 2017

Cover art: Eliete Mejorado / Produced by Bruno Verner at Mi Casa es Su Casa, Hackney, London 2017

BANDS 
Vzyadoq Moe 
Formed by Fausto Marthe on vocals, Marcelo Raymond on guitar, Marco Stefani on percussion, Degas Steffen on bass-guitar and Jacksan Moreira on guitar, Vzyadoq Moe is a post punk samba-noise outfit from Sorocaba, São Paulo producing expressionistic/occult-tinged sonic landscapes. Their music sits somewhere between the energies of garage-samba, industrial and angular post punk. Dubbed as 'hard macumba' Vzyadoq Moe makes use of a peculiar percussive set made of tin cans, brass and metal plates. Its raw and dry sounds became their trademark. The band's first album O Ápice, was recorded in 1987 and produced by Jose Augusto Lemos of São Paulo's electronic trio Chance (see The Sexual Life of The Savages for further info) and released in early 1988 on Wop Bop records.
Vzyadoq Moe has performed throughout Brazil. They played in most of São Paulo's underground clubs and cultural centres such as Teatro Mambembe, Centro Cultural SP, Espaço Retrô, Dama Shock, Projeto SP, Aeroanta, Der Temple, The Clash, Sesc Pompéia amongst others. Their music has also been performed in TV's shows (Metrópolis, Fanzine and MTV). It was reviewed in magazines and fanzines around Brazil, including an article written by Biron Coley for American magazine Spin.
For Colt 45 we chose three distinct moments from Vzyadoq Moe's debut LP. They are the opening track Não Há Morte (There is No Death), a gloomy expressionist post-punk samba delivered by Fausto Marthe's preacher-like vocals over an echo-drenched semi-distorted bass line. Their sonic assault includes elegant distorted guitar riffs, an industrial 'school of samba' tribal dry percussion and other reverberations. The second track is Desejo em Chamas (Burning Desire), an experimental slow piece with abstract spoken word anti-vocals and the third one, O Incerto (The Uncertain), a math dirty-rock with a tight and punchy atmosphere reminiscent of Mercenárias punkiest moments.

   Vzyadoq Moe, 1988 - pic by Angelo Pastorello
Divergência Socialista
Formed in 1983, Divergência Socialista is a post-punk/electronic-DADA Marxist-minimal outfit from Belo Horizonte. Led by poet Marcelo Dolabela (vocals, Dada tapes & texts), new wave diva Silma Bijoux O'hara on vocals and occasional keybords and including various musicians from other underground bands/collectives from Belo Horizonte such as Rubinho Troll (Sexo Explícito), Bruno Verner (R. Mutt, Ida & Os Voltas, Tetine), Marompas (Sexo Explícito), Gatto Jair (O Último Número), John (Sexo Explícito/ Último Número / Pato Fú), Aleca A. de Alexandria (Ida & Os Voltas / Albania Berg), photographer Fabiana Figueredo (a.k.a Fabiana Andropov) and over the next decades with Délio Esteves, Ana Gusmão, Francesco Napoli, Dota amongst others. Divergência Socialista produced one of the most unusual and experimental verbo-sonic-visual combinations of the time, fusing anti-music, disco-not-disco, queer-electropop, marginal poetry, electro-sambas and canções. The band had two classic line ups in the 1980's: a first phase dedicated to text-based anti-music, DADA tapes, noise and other experimentalisms and a second line up more into disco-not-disco, queer avant-pop, atonalisms, synth-punk & electro-sambas. In this phase, the band began making use of electronic instrumentation incorporating drum machines, cheap synths, tape recorders, a sequencer and a sampler to their sounds.
Divergência Socialista's post-tropicalist sonic assaults were at once experimental, synthetic, queer, noisy, politico-subversive, marginal and 'intertextual'; at times sounding-like a solar cross between early Cabaret Voltaire, Tom Zé, Os Mutantes and May East with a penchant for dystopian electronic landscapes (through Kraftwerk toGeorgio Moroder, and female vocals reminiscent of Dee Dee Jackson or The B52's.
For Colt 45 we chose four distinct moments of Divergência's extensive repertoire. They are the tribal post-punk meets DADA music of Fahenheit 451 / Jeanne Seberg and the grenade Casio-driven twisted anti-pop of Colt 45, both cuts taken from their first cassette tape Christine Killer released by Cambio Negro; followed by the luminous disco-not-disco/electro-utopia of Thomas Morus Dub/ Aqui & Aqui and the swaying synth-samba Maysa/Mother 851, both pieces taken from the second tape Lilith Lunaire, released by Bomb.
Divergência Socialista came from a prolific underground post punk/art scene that emerged in the early 1980's, comprised of communal and iconoclastic groups /collectives such as Sexo Explicito, O Último Número, R.Mutt, Ida & Os Voltas, Hosana nas Alturas, Os Contras, O Grande Ah!, Alma Ciborg, Xiitas, Sylvia Klein, Virna Lisi, Coevos, O Grito Mudo, Crime-Opera, Virus Mundanus, Sebastian in Sapce, Habitantes, Clay Regazzoni, Sustados Por um Gesto, Corpo Delito, as well as, experimental filmmakers makers such as Aron Feldman, Cao Guimarães, Patricia Moran, Lucas Bambozzi, Rodrigo Minelli; performance artists and dancers Marcelo Gabriel (Companhia de Dança Burra), Adriana Banana, Roberto Soares, Andréia Dario, Bel Lima and visual artists such as Marta Neves, Adriane Puresa (Pupu), Eri Gomes, Didico, Clo Paolielo, Julio Dui, Jimmy Leroy, Gloria Campos, Adriana Leão, Solange Pessoa, Marco Paulo Rolla, Agnaldo Pinho amongst many others

   Divergencia Socialista / Lilith Lunaire pic by Suzi Miranda

  Divergencia Socilaista / Christine Killer live at Complexo B, BH 1986

    Divergencia Socialista, live at DCE Ufmg, 1988


Saara Saara
Saara Saara is an electronic duo formed in 1985 in Niteroi, Rio de Janeiro by Servio Tulio (vocals, effects and programming) and Raul Rachid (machines, keyboards and programming). The duo gained cult status in Rio's post punk/electronic underground scene of the mid 1980's alongside bands such as Black Future, Régua, Urge, Kasbah, Raubvogel amongst others.
Saara Saara's atmospheric & electronic cabaret combined synth-pop, tape manipulation, elements of kraut and melodic & harmonic orientalisms with ironic & smart processed vocals. Servio Tulio and Raul Rachid wrote dystopian futuristic-surrealistic electronic tales with titles such as Vírus de Sírius, Eclipse Lunar, Doktor Frtiz and Musik, with influences ranging from artists such as The Residents through early cabaret. The duo produced two brilliant cassette tapes before disbanding in the late 1980's.
Saara Saara reformed in 2004 and after a short comeback they released their first and only album Sucessos Que O Mundo Esqueceu [Hits That The World Forgot] on Astronauta Discos. We chose two distinct moments from them. They are the underground micro-hits X and Carta Corrente, both tracks taken from their first tape Saara Saara 1.

   Saara Saara, Raul Rachid and Servio Tulio -
R. Mutt
R. Mutt was an experimental post punk / electronic outfit formed in 1986 in Belo Horizonte by Bruno Verner on vocals, guitar, keyboards/electronics (also on Divergência Socialista, Ida & os Voltas, Sebastian in Space), Karla Xavier (of Akt) on vocals and keyboards, Bernardo Rennó (Ida & Os Voltas, O Grito Mudo) on drums, keyboards, electronics, Marcos Barreto Basho (also on Cuevos) and Frederico Pessoa (also on Ida & Os voltas and bass player on the first line-up). Making use of drum machines, sequencers and samplers, R. Mutt's dystopian post-punk combined electronic instrumentation, female and male half-spoken/half-sung vocals, folk introspection with dark basslines and glacial soundscapes. Part of the same post punk scene of groups such as Divergência Socialista, Ida & Os Voltas, Sexo Explicito, O Ultimo Número, Hosana Nas Alturas, Xiitas and Alma Ciborg, the band performed in several underground bars, clubs and auditoriums, playing shows in São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte & Juiz de Fora in venues such as Complexo B, Crepúsculo dos Deuses, DCE, Icbeu, Madame Satã, Espaço Retrô, Sesc Pompeia, Cenário among others.
R. Mutt released two cassette tapes only. We chose three distinct moments from the band. They are the industrial atmospheric and improvised dub-landscapes of Versus, followed by A Terça Parte (The Third Part) - a tight synth-driven post-punk piece with hysterical vocals and gated drums and the dystopian post-tropicalism of Peixes (Fishes). All tracks were taken from the tape R. Mutt 2 (1986). The group disbanded in 1989 with Bruno Verner later forming Um ou Não& Tetine with artist Eliete Mejorado in the early 1990's in São Paulo and vocalist and keyboard player Karla Xavier, forming the all-female outfit Akt with Sandra Coutinho from Mercenárias, Biba Meira (Defalla) and Dequinha (Bruhaha Babélico).

   Poster, R Mutt, live at Cabaret Mineiro, Belo Horizonte 1986

 R. Mutt , Karla Xavier, Bruno Verner, Marcos Basho, Bernardo Rennó, Bh 1986

Individual Industry
Individual Industry was formed in 1987 by keyboard player and Cri Du Chat Disques founder Alexandre Twin. Between 1987-90, ten demotapes were recorded by Alexandre on his own. In 1990 Maurizio Bonito and Lilian Vaz (of City Limits) joined the band and released the cassette tape Apology, following the launch of Paradise included in the compilation Minimal Synthetics - Volume 1 (Cri Du Chat Disques). Their first album Templum Probus was released both in Brazil and in German by Subtronic. The record was well received in underground scenes of Brazil and Europe with some of its songs playing exhaustively in radio stations in Belgium, Portugal and France.
In the mid 1990's vocalist Daniyela Gato joined the band and they put out their second release Ice Water produced by Roberto Verta from Harry.
For Colt 45 we chose Eyes - a dark and icy piece of ethereal electro pop with beautiful nostalgic vocals and a potent contradictory solar and swing(ed) synth-bass. Individual Industry is still in activity, led by Alexandre Twin and Mauricio Bonito in collaboration with guest vocalists. They have released a new album on Wave Records and collaborated with Carine Grieg and Ambrose Reynolds from Liverpool post punk legends Pink Industry.

   Individual Industry - w/ Alex Twin, Maurizio Bonito, Lilian Vaz
Ida & Os Voltas
Formed in Belo Horizonte in late 1985 by artist Ida Feldman on vocals (later also on Alma Cyborg, I love Miami), the daughter of legendary Brazilian experimental filmmaker Aron Feldman - with Bruno Verner (on guitars, casiotone and bass), Frederico Pessoa (bass, guitar and keys) and Bernardo Rennó (drums and casiotone), Ida & Os Voltas were a new wave, elctro-pop quartet that produced music with casiotones and cheap drum machines. The band gained an underground cult status in Belo Horizonte in the mid 1980's performing in local bars, clubs, universities and festivals. Ida & Os Voltas'music was also frequently played on the local alternative radio station Radio Liberdade. For Colt 45 we chose two of their micro-hit tracks: They are Jovens Raptados (Kidnaped Youth) and Cadê A Embaixatriz (Where is The Empress) both taken from their only cassette tape release entitled Samambaias Voadoras (Flying Ferns) from 1986. The band disbanded in 1988.

   Ida & Os Voltas (1986) pic by Aron Feldamn

   Ida & Os Volta e Artigo 12, Crespulo Dos Deuses, 1987

O Grito Mudo
O Grito Mudo was a parallel electronic studio-project formed by Bruno Verner in 1985 to produce his own experimental electronic pieces. In 1987 Bernardo Rennó joined the group and the two musicians started a series of improvised (one-take) live-recordings at Sexo Explicito's music studio located at Rua Jaspe in the traditional borough of Santa Tereza in Belo Horizonte. The duo used an old Yamaha drum machine, a collectively bought Roland SH101 (also used by Ida & os Voltas and R.Mutt) and a CASIO CZ 3000. These recording sessions were made in the early hours when there was no one around in the studio.
O Grito Mudo produced three emblematic cassette tapes combining electronica, dark wave, noise and atonalism. Their second tape was called Mulata Urbana and was entirely recorded in one these 'unauthorized' recording sessions. We chose their homonymous track Mulata Urbana; a synthetic and glacial Kraftwerkian lo-fi piece of tropical melancholia from 1987.

Grito Mudo, Bruno Verner 1986

Harry
Formed in 1985 in Santos, Latin America's largest seaport city, 10 miles away from Cubatão, one of the most polluted regions on earth, Harry had several different line ups along their trajectory. The first line up with late Johnny Hansen on guitars and vocals, Cesar Di Giacomo on drums, Ricard Krauss Johnsson and Renato Grillo on bass. In 1986 Denise Tesluki joined the band and Harry releases their first EP Caos on Wop Bop produced by Roberto Verta who later would become an official member. With Denise's departure, the band intensified the use of electronic elements by bringing a Poly 800 along drum machines, sequencers and samplers to their music. By 1987 Harry become an electronic band combining elements of synthpop, industrial and minimalism, releasing an acclaimed second album all sung in English entitled Fairy Tales.
For Colt 45 we chose Blood And Shame - an industrial electronic landscape with samples of Denise's vocals. The song was taken from their first EP Caos. Except for a programmed drum machine (an original Linn Drum) all the other electronic instrumentation in Blood and Shame was played in real time by Johnsson and Verta.

   Harry - picture from the Caos LP, 1987
City Limits
City Limits was formed in São Vicente, São Paulo by Lilian Vaz (also of Sicilian Unit /Uniglory, Burkina Fasso, Individual Industry) and Paulo Gabrielleschi (also of Sicilian Unit /Uniglory) in 1987. Initially conceived as an experimental duo that made use of found sounds, voices, sound objects and guitars, the band produced notoriously experimental/noise echo-drenched soundscapes in their early cassette tapes.
City Limits performed at the prestigious Festival De Música Novain Santos, took part in compilations such as Minimal Synthetics V 2(Cri Du Chat Disques) and had an album entitled First released on German's Subtronic Records from Dortmund. Some years later Fabio de Castro (guitar) and Marcelo Andrei also joined the band for shows and recordings.
For Colt 45 we chose their classic electronic pop Evening- a tight synth-driven dark piece produced by Hansen (of Harry), featuring Lilian's beautiful and melancholic vocals over a programmed synth-bass and distorted guitars.



City Limits w/ Paulo Gabrielleschi, Fabio de Castro, Marcelo Andrei, Lilian Vaz

   City Limits - Lilian Vaz and Paulo Gabrielleschi, Sao Vicente, Sao Paulo (1988)
"... it’s certainly only a small piece of a much larger picture of Brazilian music in the 1980s—Verner is careful to note that the scene represented here is one of at least three concurrent movements in São Paulo alone, not to mention what was happening in Rio de Janeiro and other cities. But considering the fact that most of this music was recorded for independent labels that have long since folded, its availability—and impressively remastered sound—in itself is truly remarkable."
Scott Hreha, Pop Matters
"These days, with post-punk narrowing down to describe a pretty rigid sphere, it's a treat to hear how that anything-goes worked somewhere else-- with a selection of tracks as exciting as any English reissue you might dig up. Back to home"
Nitsuh Abebe, Pitchfork

Labels: , , , , , , , , , , , , , , ,