TETINE

Wednesday, 23 January 2019

Jonas Mekas dies at 96.



R.i.p Jonas Mekas, extraordinary dreamer moving through this transitory life. Alto respeito.




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Monday, 9 July 2018

TETINE VS PASOLINI: O BARÃO, O BISPO, O JUIZ, O PRESODENTE E O PARENTE



TETINE VS PASOLINI


O Tetine propõe a criação de um espaço imersivo experimental cinemático-filosófico a partir de experimentos sonoros-musicais, visuais, textuais e performáticos num formato de instalação. O projeto estabelece um diálogo poético e híbrido entre os trabalhos do duo (em música, vídeo/filme e spoken-word) e o universo controverso do cineasta, poeta e intelectual Italiano Pier Paolo Pasolini, assassinado em 1975 - grande influencia na trajetória do Tetine desde os seus primeiros trabalhos. 

Por meio de atmosferas sonoras e projeções em grande escala (pensadas de acordo com o espaço), o Tetine investiga poética e politicamente questões sobre abuso de poder, exaustão, formas de manipulação (e dominação), corrupção política, processos de animalização, violência e sexualidade; partindo do princípio que muitas dessas narrativas contemporâneas também se revelam como expressões sistêmicas de cunho racional e político.

ANTI - (ANTI INFERNO) – O BARÃO, O BISPO, O JUIZ, O PRESIDENTE E O PARENTE – TETINE VS PASOLINI se envereda por esses discursos de maneira não-linear, intuitiva e sensorialmente, construindo trajetórias narrativas sônicas e visuais sobre esses arquétipos, e criando novas temporalidades.  Isto se dará através de leituras (re-semantizações) livres de imagens clássicas, diálogos, poemas, entrevistas, e fragmentos selecionados de ambas as obras.

O trabalho, portanto, se torna um projeto de ‘cinema-expandido’, ao mesmo tempo reflexivo e melancólico. Seu temperamento será deliberadamente atmosférico, explorando questões éticas e filosóficas, assim como as transformações e os efeitos instaurados no mundo contemporâneo com a implantação das políticas neoliberais nos últimos 40 anos. A intenção é criar um ‘filme-essay’ em sincronia com o estado mundial das coisas. Um “futuro-esperado” em forma de um presente perpétuo que nos rodeia, ou um passado virtual sempre presente?

Num segundo momento, o projeto também estabelecerá um dialogo entre aspectos sonoros (harmônicos, melódicos, orquestrais, atonais etc) presentes na música do Tetine, particularmente em fases mais climáticas ou cinemáticas de álbuns como “Film Tapes” (2018), Tetine vs Sophie Calle (2002), Música De Amor (1998) ou In Loveland With You (2013)   com o trabalho de compositores clássicos do cinema moderno como Enio Morricone, Bernard Hermann, Angelo Badalamenti entre outros. 







     

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Thursday, 18 August 2016

IF ( ARE YOU STILL WITH ME ?)


We're happy to announce Tetine's new video for If (Are You Still With Me?).
Music originally taken from the album 53 Diamonds - A Collection of Blind Stories, Crimes, Falsos-Brilhantes & Other Poems, released on Wet Dance 2016.




If ( Bruno Verner / Eliete Mejorado)

Are you still with me?
If….she was never able to go shopping, exercise, or cross the streets alone
And if she suddenly doesn't need your company
It may mean that someone else is filling your shoes.
It's possible… that she just needs time to herself but…
If she is unusually independent when she used to be overly needy
It may be a sign that she's just no longer as needy of you.
BEFORE…
She used to get angry if you didn't want to meet her for lunch
Or come out with her and her friends
But now everything you do is all right by her
Once upon a time, your every move had to be premeditated
But now all the small things you used to mess up are not enraging her anymore
This could be a good thing.
You wonder…. why she no longer cares?

Are you still with me?
She's no longer sharing her daily events with you
And… in order to find out what she's doing you need to break open her diary
Of course, you could always ask
But… when you do ask her questions, she turns the tables on you

Why you don’t present her with a new piece?



If - Are You Still With Me? - Tetine, 2016, 3.24


If - Are You Still With Me? - Tetine, 2016, 3.24






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Friday, 28 November 2014

40 Degrees in Black - Bruno Verner & Eliete Mejorado in conversation with Gavin Butt

Here are some pictures from "40 Degrees In Black" - Tetine in conversation with Gavin Butt yesterday at Goldsmiths University.

Issues discussed included 1980s post-punk scene in Southern Brasil, Tetine, gambiarra, sexual politics, club culture, Tropicália, funk carioca, early electronica & Brazilian post punk and the potential of post-punk performance in the globalised contemporary art world.

The event was part "Post-Punk Then and Now" - a series of talks & film screenings exploring post-punk’s popular modernist search for the new from the 1970s.

Series chairs: Gavin Butt, Kodwo Eshun & Mark Fisher








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Sunday, 11 August 2013

Trans-meditation with Derek Jarman

On the evolutionary line of the primates from Sebastiane to Blue

Less deference. 
More Dignity. 
Less money. 
More work. 
Less rules. 
More examples. 
Less dependence. 
More love.


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Tuesday, 4 June 2013

Interview for Brazilian paper O GLOBO (complete)
















O GLOBO  - Vcs anunciaram que o novo album é decidado ao filme "O bandido da luz vermelha", de Rogerio Sganzerla, inclusive incluindo nele a música "O bandido". Qual a ligação? Sei que vcs já fizeram uma performance, tocando enquanto o filme era exibido.

Pra gente existe uma conexão esquisita, quase mística entre o que o Sganzerla e a Helena Ignez fizeram em relação a produção de cinema deles e o que a gente faz com música. São muitas coisas em comum nas trajetórias e isso ficou muito visível pra gente depois que conhecemos a Helena pessoalmente. Foi um prazer imenso e uma coisa muito importante pro Tetine quando ela participou ativamente na nossa performance no Sesc Vila Mariana. A musica 'O Bandido' foi escrita especialmente pra ela como uma declaração de amor mesmo.  Descobrimos ali muita coisa em comum, o jeito de trabalhar, o modo de lidar com a industria e com o mercado no Brasil, a história de não fazer concessões quando se está criando algo autoral, o lado da performance e do improviso que também eram bem presentes nos filmes, as produções independentes e por ai vai. Sentimos uma identificação imediata com a história toda. Por isso dedicamos o disco ao filme.
Apesar do 'In Loveland With You' não ser diretamente um disco sobre o filme, da pra dizer que foi muito influenciado, principalmente porque muitas das canções do álbum nasceram depois que fizemos esse projeto. 
Estamos em tempos completamente diferentes, mas estamos falando de questões similares só que usando um outro suporte, no caso o som.


O GLOBO - Como o novo disco se relaciona com os seus trabalhos anteriores. É mais uma ruptura do que uma continuação, não? Afinal, ele tem momentos mais introspectivos do que dançantes

Sim, nesse sentido ele é bem menos luminoso que os nossos últimos discos.  Sonoramente eu acho ele mais apocalíptico, um pouco mais pessimista que muitos dos trabalhos anteriores, mesmo nos momentos mais dançantes. As canções são mais complexas, as melodias são mais tensas, as estruturas menos obvias e tem muito texto o tempo todo. O disco foi concebido como uma coisa só, as faixas se interligam, contam uma história. Funciona um pouco como o nosso 'cinema'. 
''In Loveland With You' é um disco melancólico, mais experimental mesmo.   Se você ouve ele de cabo a rabo funciona como uma espécie de audio movie. 


O GLOBO - Como foi o processo de criação desse disco? Ele demorou mais tempo do que o normal (para vocês) para ser criado?

Foi bem doméstico,  o disco foi todo gravado em casa no nosso estudio ao longo de 2 anos. Começamos em 2010 e acabamos no final de de 2012. 
Foi um disco que foi amadurecendo a medida que gravávamos e não teve pressa nenhuma pra finalizar. Ele reflete bem os nossos dois últimos anos.


O GLOBO - Há algum tipo de conceito envolvendo as letras desse disco? Elas parecem mais sombrias do que o normal.

Existe um espaço psíquico como conceito que chamamos de 4* mundo. Esse é o mote por trás do disco todo. Pra gente esse conceito funciona como uma espécie de metáfora para falar de um 'estado', de lugares não-específicos, de aquecimento global, de tecnologia, de guerras políticas e biológicas, de industria. Estamos falando de uma sensação constante de falência emocional e espiritual que me parece uma coisa global no mundo pós-capitalista. Algo que pode estar no Brasil, na Inglaterra, no Líbano ou em qualquer outro endereço. De uma prisão psíquica e corporal como cantamos em faixas como 'Burning Land', 'Loveland', Shake e Dream Like A Baby.  Acho que as músicas falam sobre esses 'disfarces' que afetam o espaço que vc ocupa no mundo de agora, como uma maquiagem sempre pronta, como um "anti-inflamatório" constante. 


O GLOBO - Como surgiu a parceria com Arnaldo Baptista, na faixa "To burn"?

'To Burn' foi composta por mim e pela Eliete com a letra do Arnaldo e os vocais dele em contraponto aos nossos. A parceria surgiu a partir de um disco que estavam fazendo sobre a faixa 'To Burn Or Not Burn' do Arnaldo. Dai criamos o To Burn. Nos convidaram para participar mas o disco acabou não saindo. Depois que gravamos achamos que a sonoridade tinha tudo a ver com o 'In Loveland With You' que estavamos começando a fazer na época e dai decidimos inclui-la no álbum. 


O GLOBO - Algumas faixas, como "Burning land", "Tuva", "Joy N2" e "Shake" tem um aspecto cinematográfico, são quase visuais. De alguma forma o cinema (além de Sganzerla) foi uma influência nesse trabalho?

Cinema é uma comida muito importante pro Tetine desde que começamos. Essas faixas são mais fílmicas, mais atmosféricas e com um outro tipo de densidade sonora. 
As faixas do disco de um modo geral são bem experimentais tb nas suas estruturas, mesmo as canções. Filmes como "The Trial" do Orson Wells, "O Bandido" do Sganzerla, "A Woman Under Influence" do Cassavettes foram muito importantes e acho que muitas imagens ficaram grudadas na memória e isso tb acabou influenciando o processo de criação do disco.


O GLOBO - O disco tem participações também de Alex Antunes e Ricardo Domeneck. Como foram essas gravações? Á distancia mesmo ou vcs estiveram juntos?

A distância. O Alex mandou pra gente a letra de Eu To em Chamas e a primeira ideia era fazer uma dobradinha entre ele e a Eliete. Os vocais da Eliete ficaram guardados ate que resolvemos criar uma música nova para ela. Ai nasceu "Eu To Em Chamas" que tem letra do Alex. Gostamos muito do resultado e resolvemos coloca-la no disco.

O Ricardo é um grande poeta, parceiro e amigo de muitos anos aqui na Europa. Fizemos várias coisas juntos e ele lançou pela pequeno selo dele Kute Bash o nosso vinil do LICK MY FAVELA em 2006.  Fizemos "Mula" em colaboração. A música nasceu da ideia de fazermos algo juntos em cima da palavra e do conceito de MULA e foi amor a primeira vista quando rolou. Estávamos numa sintonia muito parecida e falando de coisas similares, de deslocamento, de imigração,  de 'cascos não retornáveis". De um lugar fora do lugar. 


 O GLOBO  - Vcs já estão radicados em Londres há mais de dez anos. Qual é a sua relação com a cidade nesse momento (estabelecidos? querendo voltar ao BR?) e de que forma ela influencia o que vcs fazem?

Sim há mais de 13 anos. O leste de Londres é a nossa casa desde 2000. Nossa vida gira em torno do mesmo bairro que moramos desde o começo. Aqui conhecemos todo mundo do sapateiro, do fruteiro, dos caixas de supermercado aos outros artistas que moram na área e o povo da noite e tal. Foi aqui que passamos mais da metade da história do Tetine. Nosso processo criativo é muito influenciado pela cidade, muito influenciado pelo bairro. Foi aqui que fizemos a maioria dos vídeos do Tetine. É aqui que nossa filha vai na escola e nosso trabalho é um reflexo disso tb. Aprendemos a amar muito tudo isso. O senso de humor, as autocríticas, o anonimato. É daqui que saem a maioria das nossas observações. É uma vida simples, sem carro. Vamos na lavanderia, nos cafés, isso tudo acaba virando música de alguma forma. Tem um elemento de domesticidade muito forte no dia a dia que reflete o que estamos fazendo como artistas.

Ja o Brasil  é um caso de amor antigo, funciona como um namorado mas não sei se o Tetine existiria ainda se estivéssemos morando no Brasil. Sempre existiu um deslocamento grande com relação a nossa música, às performances que fazíamos, e também com o jeito independente de trabalhar. Era difícil um espaço pra existir dignamente. As pessoas não sabiam onde nos encaixar. Se era da cena de música, do video, das galerias de arte, etc. No 'In Loveland With You' falamos muito sobre isso tb entre outras coisas.

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Thursday, 4 April 2013

BURNING LAND / BURNING SOUL


















Burning Land - track off the album 'In Loveland with You' out April 8 on Slum Dunk Music // Directed, edited and produced by Tetine in Jan 2013 // cameras Bruno Verner, Eliete Mejorado and Pedro Ferraro.

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Friday, 20 April 2012

DANCE TO DEATH - TETINE & HOWARD AMB

Here's the video for Dance To Death - Tetine's second collaboration with the marvellous Howard Amb from LA. 
The track is taken fromTetine's latest album 'Voodoo Dance & Other Stories' (Slum Dunk Music 2011)



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Wednesday, 10 March 2010

L.I.C.K My Favela - re-issued on Slum Dunk (LIMITED ED)


'We wrote L.I.C.K My Favela by the end of 2004 as a reaction against a number of "boring macho" music industry types, 'musical playboys' & public cultural strategists - who seem to believe they're eternally 're-discovering' Brazil and other Latin American countries...We met them quite a few times along the way, they thought they could colonize again...'

'L.I.C.K. My Favela (Slum Dunk) is wall-to-wall with sassy party jawns, grrrl-queer liberation polemics, and Miami-bass boom."Jessica Hopper, CHICAGO READER. Sept 2006

'The charmingly sleazy boy/girl duo bumped, grinded, gyrated, and spat quick-tongued Portuguese over a sick array of beats and samples, encouraging folks to lick their favelas-- sounds naughty, until you realize that favela basically translates to "ghetto." Matthew Solarsk, PITCHFORK, Sept 2006

Tetine were my first introduction to the dirty brazillian sound of Funk Carioca (Rio Funk). Before the days of West Side Gang Bang, before all the Diplo lovin that was going on, these guys were breaking barriers on London radio. Christopher Lehault, Free NYC. Dec 2005

Tetine has also increasingly incorporated the aggressive beats of baile funk into their own more rock-oriented music, which Verner dubs "punk carioca" ... Tetine's forthcoming album, L.I.C.K My Favela, draws even more heavily from baile, especially on the Peaches-esque title cut. UR Chicago Dec 2005

Slum Dunk Music presents L.I.C.K My Favela (format limited ed CD, 12'')

L.I.C.K MY Favela is Tetine's special limited edition CD and 12' (released in collaboration with Kute Bash Records) featuring 7 unashamedly dirty DIY-party smash hits suitable for dance floors, living rooms, kitchens and big balls.

Recorded during 2005 around Brasil and Europe, the EP brings some of the tracks you heard on our live shows but couldn't get hold of. The result is a brutal tropical blend of punk carioca, baile funk, old school electro, classic post punk sampling lines & dirty mutant disco, all sang in
English and Portuguese.

L.I.C.K MY FAVELA celebrates third world independent music-making via DIY party music & sexual politics. It is a 100% per cent lickable & 100% per cent against musical playboys & bureaucrats. Feat. collaborations with funk carioca star MC Deize Tigrona & Paul B. Davis (8 Bit Construction Set/Beige Records)

New pressing is about to come! L.I.C.K My Favela will be sold online (CD or 12'') through Tetine's website (www.tetine.net) & after live shows.

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