Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram Teorizam a celebração mas não celebram
Here's a piece of tropical crude thinking we did on the occasion of the performance Tetine Vs O Bandido da Luz Vermelha back in 2011. "O Bandido" is a song we wrote in the summer of 2011. It came up as an inter-semiotic free rework of the narrative & dialogues of Rogerio Sganzerla's film 'O Bandido Da Luz Vermelha' (1968) which Tetine re-scored live in its entirety back in 2011 at Sesc Vila Mariana in Sao Paulo. O Bandido first ever live perfomance counted with cinema marginal's musa Helena Ignez who shared the stage with us and sang it with Eliete. It's worth saying that we also wrote O Bandido as love declaration to Helena. Watch here Tetine performing another incarnation of 'O Bandido' - as part of the programme of ON_OFF at Itau Cultural where we exhibited for the first time our film-performance 'The 4th World / An Animal With The Demand To Make Choices'. Below is documentation of an excerpt from the 4th World performed at the auditorium of Itau Cultural.
O Bandido (Bruno Verner / Eliete Mejorado) - track from the album 'In Loveland With You' (Slum Dunk 2013) Bruno Verner - programming, bass, vocals Eliete Mejorado - vocals
O Bandido
1
Decretado hoje o Estado de Sítio no país Um faroeste sobre o terceiro mundo Da favela do Tatuapé pro mundo O peixe morre pela boca, o peixe sempre morre pela boca Cinco minutos de leite de coco… muito leite de coco Não sou canhoto e não gosto da minha profissão Eu, o bandido mascarado Que não respeita a mulher nem a propriedade de ninguém Meu fraco é mortadela
2
Ninguém sabe realmente a nacionalidade E muito menos a identidade desse jovem criminoso Subdesenvolvido? Brasileiro? Cubano? Mexicano? Favelado? Português? Quem tiver de sapato não sobra O motorista poderá sobreviver, mas caolho A Amazônia também é Brasil E o petróleo? é nosso! O petróleo é nosso
3
Tentei me matar com tinta óleo mas nao deu pé Agora vou ficar com a tua mulher E nem um pio Nem um pio Sai de lá faz 15 anos Da favela do Tatuapé pro mundo Eu tinha que avacalhar Um cara assim só podia avacalhar Eles me chamam de pistoleiro mas eu não sou ladrão Eu não sou ladrão
4
O terceiro mundo vai explodir e quem tiver de sapato não sobra Minha mãe tentou me abortar pra eu não morrer de fome É preciso pecar em dobro E quem tiver de sapato não sobra É que a Amazônia também é Brasil Sozinho a gente não vale nada Sozinho ninguém vale nada!
5
E essa é a verdadeira história de um homem que bebia uma garrafa de whisky estrangeiro por dia. Inventor do macete para ganhar no bicho E inventor do método do violão mágico por correspondência A Terceira Guerra já começou e ninguém tá dando bola 5 minutos de leite de coco… muito leite de coco Quando a gente não pode fazer nada a gente avacalha Um cara assim só podia avacalhar
6
Que miséria meu filho? Que miséria? Um país sem miséria é um país sem folclore E um país sem folclore é um país sem turistas A união faz a força e você faz o que minha filha? Curto circuito na favela do Tatuapé O motorista poderá sobreviver, mas caolho Agora vou ficar com a tua mulher e nem um pio Nem um pio
7
É preciso pecar em dobro É preciso pecar em dobro O terceiro mundo vai explodir e quem tiver de sapato não sobra Traz whisky pra todo mundo que o rei da boca paga Viva a pobreza! Viva a pobreza! Meu verdadeiro sonho era formar os Estados Unidos da América Sozinho a gente não vale nada
8
O negócio é ser grosso Taco fogo e me mando pra Acapulco, México Vigia tem que morrer Quem ganha 80 contos pra guardar 80 milhões tem que morrer O terceiro mundo vai explodir E quem tiver de sapato não sobra Deus? Deus não existe É preciso pecar em dobro É preciso pecar em dobro
9
É preciso pecar em dobro Que miséria meu filho? Que miséria? Curto circuito na favela do Tatuapé Um país sem miséria é um país sem folclore E um país sem folclore é um país sem turistas A união faz a força Traz whisky pra todo mundo Sozinho a gente não vale nada Sozinho ninguém vale nada
THE 4TH WORLD / AN ANIMAL WITH THE DEMAND TO MAKE CHOICES - a film by TETINE ( Bruno Verner & Eliete Mejorado)
'The 4th World / An Animal With The Demand To Make Choices' - a film by Tetine // exhibited as part of ON_OFF in Sao Paulo at Itau Cultural / Jul 2015 SP Excerpt from a interview a few weeks before we completed the film B.V "O nosso quarto mundo é melancólico, reflexivo, crítico. Tem uma catarse silenciosa nele e tem também o estranhamento Brecthiano de maneira bem marcante….por enquanto estamos seguindo nesse mood durante a performance toda. Acho que The 4th World evoca a ilusão de um 'futuro-mentira' que nunca chega…. como um 'futuro-esperado' que esta sempre atrelado a um passado recente ou mesmo distante que ja foi vivido, uma expectativa. O mood do filme é atmosferico e tem elementos biológicos e construtivistas. Imagens cotidianas, motivos textuais, motivos teóricos, desconstrução.….acho que o nosso quarto mundo lembra performances do Tetine que fazíamos no começo, tem uma visceralidade na historia e um caráter meio pos-estruturalista punk e expressionista ao mesmo tempo.
No fundo estamos examinando a impossibilidade de ‘troca’ (afetiva, cultural, psicológica, linguistica etc) no tempo-presente e em situações de precariedade no sentido filosófico, ecológico da ideia. O filme também investiga a relação entre precariedade e transcedencia. E portanto a impossibilidade de entrar em transcendência no presente-perpetuo em função dessa precariedade.
A impossibilidade da troca e de ação entre as pessoas e também entre as "linguagens” no sentido semio-capitalista do termo - o impacto burocrático-tecnologico-climatico de uma maquina invisível a serviço do capitalismo financeiro onde tudo é transforma em produtividade. Diria que tem sim algo apocalíptico, e eh um tanto niilista tb ! :-) Pelo menos ate agora.
O elemento essencial é a ideia de PRECARIEDADE onde as sensibilidades cognitivas estão trancadas em repetição no espaço virtual e na esfera publica.
Bruno Verner, Jun 2015 Below a collection of stills from the film.
This is Tetine's new video "COGNITIVE BUGS / MULA" - an excerpt from the film 'The 4th World / An Animal With The Demand To Make Choices' (2015) which has finally been completed this week. The 4th World will be exhibited in its entirety as part of the programme ON_OFF at Itau Cultural in July.
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The song “Mula" is taken from the album 'In Loveland With You' (Slum Dunk Music 2013) and is also a collaboration with Ricardo Domeneck.
O trabalho é melancólico, reflexivo, crítico. Tem uma catarse silenciosa nele e tem também o estranhamento Brecthiano de maneira bem marcante….por enquanto estamos seguindo nesse mood.
The 4th World evoca a ilusão de um 'futuro-mentira' que nunca chega…. como um ‘futuro-perdido' que esta sempre atrelado a um passado recente ou mesmo distante que ja foi vivido, uma expectativa.
O mood é atmosférico, oceânico-experimental com elementos biológicos, imagens formalistas, cotidianas, textuais, motivos teóricos, desconstrução.….tem algo a ver com performances do Tetine que fazíamos no começo....com um caráter meio 'punk pos-estruturalista' e expressionista ao mesmo tempo.
O trabalho examina a impossibilidade de ‘troca’ - afetiva, cultural, psicológica, linguistica, emocional - em situações de precariedade no sentido filosófico e ecológico dessa ideia. Ele investiga a relação entre precariedade e transcedência. E também a impossibilidade de ENTRAR em transcendência no presente-perpétuo.
A impossibilidade da troca e de ação entre as pessoas e também entre as "linguagens” no sentido semio-capitalista do termo.
Diria que tem algo apocalíptico sim, e é um tanto niilista tb. Pelo menos ate agora...
Acho que eh isso.
Beijos
Bruno
Responding Lucas Bambozzi's questions on the creative process for THE 4TH WORLD.
Queridos, me contem umas infos a mais sobre o THE 4TH WORLD?
Não é só mera curiosidade, é que estou escrevendo o texto de apresentação.
Queria saber cosas do tipo:
_é triste? _tem algo de apocalíptico? _catártico? _é celebratório de algo? de um final de tempos? _ as imagens mostram o quê? vocês mesmos? podem mencionar 3 ou 4 elementos ou imagens reincidentes? _tem alguma coisa que vocês identificam como elemento essencial? _é mais pra multifacetado ou mais pra minimal?
Esses pontos são os que mais interessam no momento.